Category Archives: Schizodialog

True Names

A contemporary wizard is no less a slave of names than his ancient counterpart was. Naming is owning, a fact known to the point of cliché in every culture. It is revealing that the first act of domination is always naming.

Nothing is more frustrating than failing to perform a spell because of a forgotten name. The judicious wizard will carefully take note that the most precious names are precisely those rarely used, and thus, those at once hardest to acquire and most prone to be lost. He will systematically take note of them, in whatever way suits him most.

This practioner has learned that the hard way, and — he is ashamed to admit — it has taken several annoying instances to teach him that hard lesson.  Despite his passion about the Typesetting School, it is very seldom he actually practices any magic above level 3. This very week he has spent hours preparing a spell that would have take him considerably less time, had he remembered the name “imposition“.

A name he was sure he had once known.

Passa o Mozart Debaixo da Cordinha

A 10-cube projected in a 2D plane— Você não pode afirmar a superioridade de uma cultura sobre uma outra, isso bordeja -ismos da pior estirpe.

— Eu não afirmo. Claro que não afirmo! “Cultura” é uma coisa com dimensões demais para querer se estabelecer uma ordem total, você conhece a teoria melhor do que eu.

— Ao mesmo tempo, você se recusa…

— Eu me recuso, desculpe-me, todas as células do meu corpo, todas as fibras do meu ser, recusam-se a aceitar que o Concerto K. 491 e o polirritmo dos progenitores estejam no mesmo nível. Eu não posso demonstrar, infelizmente, mas para mim é a mesma coisa que afirmar que o PIB dos States é o mesmo de Sierra Lione.

— Você diz isso por que Mozart é a sua cultura…

— À merda com isso! Isso sempre me irrita. Por que Mozart seria mais meu do que seria do vizinho? Por que eu automaticamente teria mais Mozart do que teria Maracatu? O Mozart é alemão do século XVIII, e que eu saiba, eu sou tanto europeu do século XVIII quanto africano do século XVII.

— Você sabe que não é bem assim…

— Eu sei, mas também não é bem assado. Eu não nasci com um condicionante critical-theoretical baquiano que me tira o direito de olhar para o cravo bem temperado e para uma boa batucada e decretar a superioridade musical do primeiro sobre a segunda… se o viés cultural fosse tão definitivo, você sabe que eu não preferiria nem uma nem outra.

— Preferiria qual?

— Provavelmente A Dança da Cordinha.